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Aterramento elétrico residencial: aprenda como realizar a instalação correta

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Quando tratamos de segurança dentro de casa, o aterramento elétrico residencial não representa um luxo, mas sim uma necessidade fundamental. Afinal, ele é o sistema de proteção silencioso que atua 24 horas por dia para prevenir choques elétricos, proteger eletrodomésticos contra queimas e garantir que toda a instalação funcione de maneira estável e segura.

No entanto, muitos proprietários e profissionais da área desconhecem a importância ou o processo correto para implementar este sistema vital. Por isso, o GRUPO INTELLI, referência nacional em soluções de aterramento, preparou este guia completo, detalhando o passo a passo, os componentes essenciais e as normas que regem uma instalação adequada.

Quer garantir o melhor em termos de eficiência e segurança? Então continue a leitura!


⚠️ AVISO IMPORTANTE À SUA SEGURANÇA:

Este artigo tem finalidade didática e informativa. A execução de qualquer serviço elétrico, especialmente o aterramento, deve ser realizada exclusivamente por um eletricista qualificado e certificado para garantir segurança a todos.


Para que serve o aterramento elétrico residencial? Entenda sua extrema importância

Antes de aprender sobre o processo ideal de instalação, entenda os motivos que tornam o aterramento um pilar da segurança residencial, conforme as normas ABNT NBR e a Lei nº 11.337/2006.

  1. Proteção máxima para as famílias:
    Sem dúvidas, esta é a principal razão. Afinal, o sistema evita choques elétricos fatais ao desviar correntes de fuga que podem energizar a carcaça de eletrodomésticos como geladeiras, chuveiros e máquinas de lavar.
  2. Blindagem para os eletrodomésticos:
    Protege equipamentos eletrônicos contra a queima por surtos de tensão e descargas atmosféricas (raios), aumentando sua vida útil.
  3. Eficácia dos Dispositivos de Proteção:
    Garante que disjuntores e, principalmente, o Dispositivo DR (Diferencial Residual) funcionem corretamente, desligando a energia rapidamente durante uma falha.
  4. Estabilidade da rede elétrica:
    Fornece um ponto de referência de tensão estável para o sistema, melhorando o desempenho de equipamentos sensíveis.

Conformidade Legal:
Atende aos requisitos das normas técnicas ABNT NBR, em especial a NBR 5419 e a NBR 5410, bem como da obrigatoriedade da  Lei nº 11.337/2006, garantindo que sua residência esteja segura e regularizada em relação à legislação brasileira atual.


Quais são as normas da ABNT para aterramento elétrico?

Entenda quais são as principais normas que orientam as diretrizes e estabelecem critérios para projeto, execução, inspeção e manutenção dos sistemas de aterramento:

  • Norma NBR-16527: define os requisitos para instalação de sistemas de aterramento em redes aéreas de distribuição de energia elétrica.
  • ABNT NBR-5410: para instalações elétricas de baixa tensão. Esta norma se aplica integralmente em sistemas de aterramento residencial.
  • ABNT NBR-5419: para proteção contra descargas atmosféricas; esta norma também deve ser aplicada integralmente em sistemas de aterramento residencial.
  • ABNT NBR-7117: define os parâmetros do solo para projetos de aterramentos elétricos e medição da resistividade e modelagem geoelétrica.
  • ABNT NBR-15751: especifica os requisitos para dimensionamento do sistema de aterramento de subestações de energia elétrica.
  • ABNT NBR-16254: estabelece os requisitos mínimos para os materiais utilizados em sistema de aterramento e prescreve os diversos métodos de ensaios a serem realizados nesses materiais.
  • Lei nº 11.337/2006: legislação específica que exige o uso do condutor-terra e também de tomadas com terceiro pino em novas construções brasileiras.

Os componentes de um Aterramento Residencial de qualidade

A eficácia do sistema depende diretamente da qualidade dos seus componentes. Nesse sentido, a escolha de materiais certificados, como os da INTELLI, é o primeiro passo para uma instalação duradoura.

  • Hastes de Aterramento:
    São o principal elemento de contato com o solo. As hastes de alta camada da INTELLI são fabricadas em aço-cobreado, garantindo altíssima resistência à corrosão e excelente condutividade.
  • Condutores de Interligação:
    Cabos de Cobre Nu ou Condutores Bimetálicos de Aço Cobreado COPPERSTEEL são utilizados para conectar as hastes no subsolo, formando o eletrodo de aterramento.
  • Condutor de Aterramento:
    Cabo isolado na cor verde ou verde-amarela (“brasileirinho“) que liga o eletrodo de aterramento (no solo) ao quadro de distribuição (QDC).
  • Conectores para Haste:
    Peças robustas, geralmente em bronze ou cobre, que asseguram uma conexão firme e de baixa resistência entre os condutores e as hastes.
  • Caixa de Inspeção:
    Protege as conexões contra danos e umidade, além de permitir o acesso para manutenções e medições periódicas.
  • Barramento de Equipotencialização Principal (BEP):
    Barra de cobre instalada no QDC, onde todos os elementos do sistema de proteção são interligados.

Leia também no blog:
Aterramento elétrico: seu guia completo para um sistema seguro e eficiente


Soluções INTELLI para Aterramento Elétrico

Descubra as soluções completas do GRUPO INTELLI e COPPERSTEEL® para Aterramento e soluções elétricas no geral. Todas com certificações internacionais (ISO 9001, ISO 14001, UL, CSA, Q-Cert) e o Rótulo Ecológico da ABNT.

Confira os destaques do nosso portfólio:
Hastes de aterramento com alto desempenho;
Conectores à compressão com baixa resistência de contato;
Ferramentas de aplicação para conexões confiáveis;
Cabos bimetálicos CS-COPPERSTEEL® (feitos de aço revestido de cobre).

Sua escolha ideal para projetos diversos e de alta complexidade. Sejam eles:
a) residenciais,
b) industriais,
c) comerciais ou
d) rurais.


Como fazer o Aterramento Elétrico?
Passo a passo para uma instalação segura e eficiente

O processo a seguir detalha a criação de um sistema de aterramento robusto, baseado no esquema TN, o mais comum em residências urbanas no Brasil.

Passo 1: Construção do Eletrodo de Aterramento

Esta é a fundação do sistema, a conexão física com a terra.

  1. Planejamento:
    Escolha uma área externa com solo úmido (jardins, corredores de terra), longe de tubulações de gás, água ou esgoto.
  2. Escavação:
    Cave uma vala com aproximadamente 50 cm de profundidade para abrigar o cabo de interligação das hastes.
  3. Cravação das Hastes:
    Utilizando uma marreta, crave no mínimo três hastes verticalmente no solo. A distância entre elas é crítica para a eficiência: deve ser, no mínimo, igual ao comprimento de uma haste (geralmente 2,4 metros). Assim, o espaçamento evita a sobreposição das áreas de dissipação e maximiza a eficiência do sistema.

Passo 2: Interligação das Hastes

Com as hastes posicionadas, elas devem ser unidas para formar um único e robusto eletrodo.

  1. Posicionamento do Cabo:
    Disponha o condutor de Cobre Nu ou Aço Cobreado na vala, passando sobre o topo de cada haste.
  2. Conexão Firme:
    a) Utilize os conectores apropriados para fixar o condutor em cada haste.
    Existem diversas opções de conectores, como os conectores de bronze e de compressão para aterramento, ou mesmo os conectores cunha, com efeito mola.

    b) O aperto deve ser robusto para garantir um excelente contato elétrico e mecânico.

    c) O cabo contínuo, sem emendas, é o ideal para a operação.
  3. Instalação da Caixa de Inspeção:
    Posicione uma caixa sobre cada conexão haste-cabo e, em seguida, cubra a vala com a terra.

Passo 3: Conexão do Sistema à Edificação

O sistema externo agora precisa ser levado para dentro do quadro de distribuição.

  1. Condutor de Aterramento:
    A partir da haste mais próxima ao QDC, conecte o cabo de aterramento isolado (verde/amarelo). Também é necessário conectar os condutores de descida (cabos de aço cobreado ou cabos de cobre nus) e os condutores do anel de aterramento no mesmo sistema de aterramento.
  2. Ligação ao QDC:
    Passe este cabo através de eletrodutos até o QDC principal da residência e conecte-o firmemente ao Barramento de Equipotencialização Principal (BEP).

Passo 4: A Equipotencialização (BEP) no Quadro

Este é o passo mais crucial para a proteção contra choques. Dentro do Quadro de entrada principal, o BEP deve interligar todos os elementos de proteção.

De tal modo, para o esquema TN funcionar corretamente, é obrigatório criar uma interligação física entre o barramento de terra e o barramento de neutro neste ponto, e somente neste ponto. Caso contrário, o sistema de proteção DR não atuará precisamente.

Essa ligação cria um caminho de retorno de baixíssima resistência que gera um curto-circuito e, então, força o desarme instantâneo do disjuntor em caso de falha (fase encostando na carcaça de um equipamento).

Passo 5: Verificação e Medições Finais

Após a validação profissional é que o trabalho pode ser tido como finalizado. Para isso, o profissional necessita seguir os seguintes passos:

  • Inspeção das conexões:
    O eletricista deve verificar o aperto de todos os parafusos e conectores.
  • Medição:
    Com um terrômetro, deve-se medir a resistência de aterramento.

    Valores baixos (idealmente abaixo de 10 Ohms) indicam um sistema altamente eficaz.

    Caso a resistência de aterramento esteja muito acima de 10 ohms, por exemplo, com valores de centenas ou milhares de ohms, é recomendado que se instale mais uma haste, interligando-a ao circuito de aterramento, com ou sem tratamento do solo. No caso de tratamento, recomenda-se utilizar bentonita sódica misturada ao solo no local onde será encravada a nova haste. Essa solução pode atingir a baixa resistência de solo mais rapidamente e usando menos hastes.

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O que pode prejudicar um Sistema de Aterramento?

Mesmo com a intenção correta, um sistema de aterramento pode se tornar ineficaz ou até mesmo perigoso se certos erros críticos forem cometidos durante a instalação. Por isso, conhecer essas armadilhas é tão importante quanto saber o procedimento ideal, sempre com foco na segurança da residência.

Fique atento aos principais erros que anulam a proteção do sistema:

  • 1) Usar materiais de baixa qualidade:
    Hastes de aterramento sem a camada de cobre adequada ou conectores feitos de materiais que oxidam facilmente são a receita para a falha. Isso porque a corrosão aumenta a resistência elétrica e, com o tempo, pode levar ao colapso de todo o sistema de proteção.
  • 2) Ignorar a Equipotencialização (BEP):
    Este é um dos erros conceituais mais graves. Deixar de interligar os barramentos de terra e neutro no Quadro de Entrada Principal torna a proteção contra choques elétricos ineficaz. Afinal, sem essa ligação e, somente nesse ponto, o disjuntor pode não desarmar durante uma falha.
  • 3) “Aterrar” o Fio Terra na tomada:
    Fazer uma “ponte” entre o pino de neutro e o de terra dentro da tomada é uma prática expressamente proibida e extremamente perigosa. Uma eventual falha no condutor neutro da instalação pode energizar a carcaça de todos os equipamentos aterrados da casa.
  • 4) Dimensionar os condutores de forma incorreta:
    Utilizar cabos de aterramento com bitola (espessura) inferior à exigida pela norma ABNT NBR 5410 é um risco sério. Na prática, um cabo subdimensionado pode superaquecer e se romper durante a passagem de uma corrente de falta, assim anulando a proteção.
  • 5) Realizar conexões inadequadas:
    Conexões frouxas, improvisadas com torção de fios ou o uso de grampos não apropriados criam pontos de alta resistência. Em um momento de falha, esses pontos podem aquecer e falhar, interrompendo o caminho seguro para a terra.

Do Padrão de Qualidade ao Impacto Social: nossos Prêmios e Certificações

Conheça as diversas conquistas que comprovam a excelência e trazem muito orgulho ao GRUPO INTELLI!

Certificações:

  • ISO 9001:2015 – Gestão da Qualidade
  • ISO 14001:2015 – Gestão Ambiental
  • ISO 45001:2018 – Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional (concedido pela FQC Brasil, em 2025)
  • Certificação UL – Certificado de Segurança e Qualidade
  • Certificação CSA – Certificado de Qualidade e Segurança
  • Rótulo Ecológico da ABNT – Selo de Compromisso Ambiental

Prêmios e Selos Sociais:

  • Selo “Amigos da Doação de Sangue Hemocentro, de Ribeirão Preto/SP”.
  • Prêmio Fornecedores da CEMIG;
  • Prêmio Fornecedor destaque em Materiais e Serviços da COPEL;
  • Prêmio de Melhor Fornecedor de 2024 do Grupo Energisa;
  • Selo “Empresa Cidadã” pela Rotary Foundation;

Saiba mais sobre aterramento elétrico em nosso canal no YouTube:

1) Materiais para Aterramento e SPDA: Palestra do Engenheiro Eletricista Tiago Mundim
2) Conectores e acessórios para aterramento
3) Condutores para Sistemas de Aterramento
4) Materiais para Sistemas de Aterramento


Conclusão: segurança residencial começa com um Aterramento de qualidade

Como vimos nesse artigo, o aterramento elétrico residencial é um processo técnico e metódico, no qual a precisão na execução e a qualidade dos componentes são fundamentais para sua máxima eficiência.

Portanto, optar por soluções de alta performance da INTELLI e COPPERSTEEL e contar com a expertise de um eletricista qualificado são as decisões que garantem um sistema de aterramento robusto, que oferecerá proteção e tranquilidade para sua família por décadas.


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