Como identificar cabos de aço cobreado fake
No mercado de aterramento e SPDA (sistemas de proteção contra descargas atmosféricas), existe um problema cada vez mais comum — cabos vendidos como “aço cobreado”, “revestidos de cobre” ou “cobreados”, mas que na prática têm camadas de cobre tão finas que perdem a proteção rapidamente. Uma simples buchinha, já remove o cobre e expõe o aço por baixo. Se é possível remover a camada tão facilmente assim, imagine o que o solo faz em poucos anos.
Esses produtos “quase cobreado”, com revestimento superficial ruim e principalmente fora das especificações das normas ABNT NBR-8120 e NBR-8121 — Normas que especificam a construção técnica dos condutores de aço revestidos de cobre, colocam em risco a segurança elétrica, a durabilidade e a conformidade com parâmetros técnicos. Apesar do nome, não cumprem a função de proteção contra corrosão, descarga e fugas elétricas.
Por que os cabos de aço cobreados “fake” oferecem um risco real
Quando a camada de cobre é fina demais, o revestimento deixa de cumprir sua função essencial: proteger o aço contra corrosão e garantir boa condutividade elétrica. Com o cobre insuficiente, o aço fica rapidamente exposto, tornando-se vulnerável à oxidação e comprometendo tanto a condução elétrica quanto a resistência mecânica ao longo do tempo.

Em solo ou ambientes agressivos, isso significa que o cabo pode oxidar, degradar-se, perder condutividade e falhar no aterramento — exatamente no momento em que o sistema mais precisa atuar (por exemplo, em uma descarga atmosférica).
Cabos cobreados falsificados não atendem os requisitos mínimos das normas técnicas. Isso pode gerar problemas com conformidade, inspeção e, principalmente segurança.
O que deve ser exigido de um cabo de aço cobreado de verdade
Para garantir desempenho, durabilidade e segurança, um cabo “aço cobreado” deve obedecer a critérios técnicos rígidos — não basta “parecer cobreado”.

Os condutores bimetálicos de aço revestido de cobre, só podem ser considerados adequados quando apresentam as seguintes características:
- Revestimento aderido atomicamente, com cobre de qualidade e pureza — capaz de resistir à corrosão e manter condutividade mesmo em contato com solo ou umidade.
- Condutividade e seção adequadas conforme norma — por exemplo, o uso de aço revestido de cobre em aplicações SPDA/aterramento deve obedecer às especificações da ABNT NBR 5419 (e demais normas aplicáveis).
- Vida útil compatível com ambiente de instalação — resistir à corrosão, umidade, solos agressivos, de modo a garantir proteção duradoura por décadas. Condutores bimetálicos bem fabricados podem alcançar 40–50 anos de durabilidade.
- Resistência mecânica e compatibilidade com componentes e conectores comuns de aterramento — para garantir instalação segura e estável.
Por que o COPPERSTEEL é a solução recomendada
O COPPERSTEEL® representa o que há de mais confiável quando o assunto é aço cobreado para aterramento e SPDA. Veja os diferenciais:
- É um condutor bimetálico produzido por caldeamento contínuo: o núcleo de aço e a camada externa de cobre são unidos em nível atômico — ou seja, o cobre não sai com buchinha, não se separa, não oxida facilmente.
- Proporciona condutividade elétrica equivalente ao cobre puro (dependendo da versão: de 21 % a 53 % IACS), mantendo a eficiência elétrica necessária.
- Oferece resistência mecânica elevada + durabilidade no solo — ideal para aterramento, SPDA, malhas de terra, descidas de para-raios, etc.
- Tem vida útil muito superior ao aço galvanizado comum — chegando a 40–50 anos em solos agressivos.
- Não é atraente para furtos: como cobre e aço estão inseparáveis, o material não tem valor comercial como sucata — o que evita substituições por materiais inferiores.
- Cumpre normas técnicas aplicáveis (como ABNT NBR 8120, ABNT NBR 8121, ABNT NBR 16254 e ABNT NBR 5419‑3), garantindo conformidade de projetos.
Como identificar e evitar cabos “fake” ou de baixa qualidade

Para profissionais e compradores conscientes, vale seguir essas dicas:
- Verificar fabricante e processo de produção — procure produtos com garantia de origem e de produção, com especificação clara de condutividade (IACS), seção e em conformidade com as normas vigentes.
- Desconfiar de preços muito abaixo do mercado — cabos de aço “pseudo-cobreados” costumam custar menos, mas quase sempre ocultam problemas graves de durabilidade e segurança.
- Exigir laudo técnico / ficha técnica / norma declarada — produtos que não informam IACS, seção, composição metálica, ou normas ABNT, devem ser evitados.
- Evitar cabo zincado ou “cobreado superficialmente” — para aterramento e SPDA, a proteção contra corrosão exige revestimento de cobre genuíno com aderência duradoura e camada correta.
- Dar preferência a condutores bimetálicos certificados e com reputação — Os condutores COPPERSTEEL® garantem segurança, durabilidade e conformidade desde a instalação até a inspeção e uso a longo prazo.
Conclusão — por que não existe “quase aço cobreado”
Se a camada de cobre não é insignificante, aderente e durável — o condutor não protege. E não proteger em aterramento ou SPDA é arriscar: risco de corrosão, falha na condução das correntes de fuga ou descarga, perigo elétrico, problemas normativos, prejuízo financeiro e, inclusive, mortes podem ocorrer.
Não existe “quase-cobreado”: ou o condutor tem revestimento verdadeiro e aderente, ou é apenas aparência — e isso, na prática, é tão inseguro quanto usar aço comum.
Por isso, ao escolher materiais para aterramento e SPDA, exija qualidade de verdade. Exija aço cobreado com camada real de cobre. Busque segurança. Peça COPPERSTEEL®.
Mais sobre o COPPERSTEEL®:
Curso de Aço Revestido de Cobre – Clube do Eletricista | GRUPO INTELLI
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